sexta-feira, 26 de junho de 2009

AMIC denuncia descaso com o patrimônio na reunião Itinerante da Câmara Municipal


Na tarde do dia 25 de junho, a Câmara Municipal de Ouro Preto, realizou em Cachoeira do Campo o programa "Câmara Itinerante" onde a sede do legislativo é transferida para um dos distritos de Ouro Preto, sendo o evento realizado na sede do Clube da Maior Idade Estrela do Oriente Cachoeirense. A primeira edição deste legislativo aconteceu em Cachoeira do Campo, por este ser um dos mais importantes distritos de Ouro Preto, maior que a maioria dos municípios do Brasil.

Na palavra livre, várias entidades puderam fazer suas coloções, entre elas a AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo, que mais uma vez denunciou o descaso quanto ao Cruzeiro de Pedra na Praça da Matriz. Que é um reflexo da situação do patrimônio do distrito. Já vamos para quase seis meses e até agora nada foi feito.

Com as falas das entidades, ficou claro que o poder público municipal, está em dívidas com este distrito. Até quando...?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Festival de Inverno 2009


Festival de Inverno 2009


Maiores informações no site:




Apoio Cultural.: AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo

terça-feira, 2 de junho de 2009

Coral BDMG Cultural se apresenta em Cachoeira do Campo


No último sábado, dia 30 de maio, a comunidade cachoeirense recebeu com muita alegria a apresentação do Coral BDMG Cultural, que apresentou o repertório da música colonial mineira pelos caminhos da Estrada Real.

Parabéns ao Coral BDMG Cultural!!! Voltem sempre!!!

ISTO É OURO PRETO!?


Comunidade de Cachoeira do Campo, distrito histórico de OURO PRETO, reage com muito humor ao descaso com o Cruzeiro de Pedra da Praça da Matriz.

domingo, 31 de maio de 2009

O ADEUS AO CHALÉ DAS MERCÊS (Nota triste)


Preservar um Patrimônio Histórico não é apenas manter de pé um passado mumificado. É, antes de tudo, conservar a cidadania de um povo. Todo povo, em se tratando de uma sociedade democrática e republicana, tem o direito de ter sua memória preservada. Destruir a história de um povo, é destruir o próprio povo, que se tornaria alheio ao seu passado histórico. Cada indivíduo é influenciado à sua maneira pela História de seu País e de sua cidade. Seja de forma individual ou coletiva, as vozes do passado soam nos ouvidos, por vezes surdos, de cada cidadão.

Tombou-se com a BURRocracia, mais um dos poucos edifícios que contam a história de Cachoeira do Campo. Até quando???





OS CHALÉS DE CACHOEIRA E O CHALÉ DAS MERCÊS

Alex Bohrer

Com a decadência do Barroco outros estilos se sucederam no mundo ocidental, sob os ditames dos padrões europeus. Tendência já apontada nos retábulos Rococós o neoclássico vai fazer ressurgir de novo o fôlego criativo apontado na Renascença. Surgindo pouco depois do neoclássico e convivendo com ele por vários anos, ressurge novamente o estilo das grandes catedrais da Idade Média, sob o nome de Neo-Gótico. Nestes últimos estilos se fazem durante o século XIX grandes construções na Europa e na América. No Brasil do interior, no Brasil Minas Gerais, estes estilos vão surgir aqui e acolá, não como o surto arquitetônico do Barroco, mas como espasmos de uma moda da distante Europa. Várias igrejas matrizes são construídas sob o estilo Neogótico, em especial nas novas cidades do século XIX. Nas velhas povoações coloniais este estilo aparece bem esporadicamente se escondendo e misturando com o casario colonial. Assim surgem nossos "chalés", residências que podemos chamar de ecléticas onde se conjugam arquitetura neoclássica, neogótica e colonial, adquirindo feições bem peculiares no interior de Minas, onde o estilo dos "chalés" sobreviveu do último quartel do século XIX até a década de 30 do século XX. O tipo de chalé mais comum nas nossas pequenas cidades vai ser aquele dominado pelos frontões triangulares e janelas de vergas também triangulares ou ogivais (tendência neogótica). Geralmente os chalés de Cachoeira não apresentavam portas frontais, sendo a entrada nestes casos conduzida por uma porta lateral. A frente é dominada por grandes janelas de verga triangular ou ogival, quase sempre em número de três ou quatro. O frontão formado pelo encontro das duas águas do telhado é adormado pelo óculo de formas diversas e pelos curiosos desenhos em madeira recortada do beiral. Cachoeira deveria possuir dezenas destas construções, hoje, infelizmente, elas não passam de dez. Há alguns anos atrás o mais imponente destes chalés cachoeirenses foi demolido indiscriminadamente para dar lugar a um moderno prédio construído com o mau gosto que vem grassando nossas construções atuais. Para que casos como este não se repitam é preciso mobilização e atenção do poder público, que do contrário, permitirá que mais um destes chalés seja extinto.
A referência aqui é ao chalé que se ergue próximo à igreja das Mercês em Cachoeira do Campo, assim cognominado Chalé das Mercês. Conta a tradição, até hoje corroborada pelas pesquisas neste sentido, que este chalé serviu como uma das escolas de Pe. Afonso de Lemos, grande cachoeirense, cuja obra educativa pela vastidão de pormenores não abordaremos aqui. Sabe-se que Pe. Afonso não conseguindo apoio oficial do poder público instalou sua escola em várias casas de Cachoeira e começou a construir a Igreja das Mercês, que serviria também posteriormente de escola ao benfeitor. Estes fatos foram registrados pela primeira vez de forma curiosa e por uma pessoa inusitada.
Em 4 de abril de 1881 Cachoeira do Campo recebeu a visita do Imperador D. Pedro II. Cachoeira recebeu festivamente a carruagem real com o imperador e a imperatriz que chegaram pelo Tombadouro. Pe. Afonso e pessoas influentes da localidade promoveram um banquete sobre o qual escreveu D. Pedro em seu diário, curiosidades que não cabem nestas linhas. O que interessa aqui é o seu relato sobre a obra educativa de Pe. Afonso. Diz ele claramente que visitou algumas casas onde se ministravam aulas para meninos e meninas. O trabalho do padre impressionou o imperador que doou do seu próprio bolso uma elevada quantia para o prosseguimento da obra. Além do referido chalé estar próximo à Igreja das Mercês nas cercanias onde Pe. Afonso centrou sua obra ele possui em seu frontispício algo curioso. Reza a tradição que onde o imperador entrasse em Cachoeira era posto uma bandeira do Império na frente da casa ou estabelecimento. Pois bem, ainda existe na fachada do referido chalé uma argola que, segundo crêem os mais antigos, serviu para fixar a bandeira do Império enquanto D. Pedro II permaneceu aí.
Verdade ou não a visita do imperador somente realçaria o interesse histórico do chalé, cujo estilo arquitetônico esteve em voga justamente à época da visita real. A história deste tipo de construção deve ser preservada para que os chalés possam embelezar nossas ruas por mais tempo, beleza que vem se esvaindo recentemente. Independente se foram visitados ou não por grandes homens devem ser preservados como representantes de um estilo e época que desapareceram. O Chalé das Mercês toma conotação especial pelas tradições e a história que o envolve. É dever de todos nós salvá-lo da ruína ou destruição.

domingo, 24 de maio de 2009

Coral BDMG na Estrada Real


A música colonial mineira em suas origens


Coral BDMG na Estrada RealRegência: maestro Arnon Sávio Reis de Oliveira
O Coral BDMG percorre a Estrada Real em Minas Gerais, levando a música colonial mineira às suas origens.
Desde 2005, o Coral BDMG já visitou 35 localidades nos trechos da Estrada Real, realizando concertos de músicas sacras compostas nas cidades históricas mineiras no século XVIII e início do século XIX . O grupo, vinculado ao Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG Cultural, desenvolve o projeto “Coral BDMG na Estrada Real” que tem contado com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e tem por objetivos:
- a divulgação da música brasileira, especialmente da música colonial mineira;
- a realização de evento cultural que realce as potencialidades da região, de fácil acesso à população local;
- o incremento da atividade turística na área do Programa Estrada Real, através da disponibilidade de evento cultural relacionado à história e cultura regionais;
- a divulgação do Programa Estrada Real;
- a associação às ações do BDMG na região para divulgação de seus produtos.
Para 2009, serão realizados mais 10 concertos em Cachoeira do Campo, Ipoema, São Bartolomeu, Mariana, Morro Vermelho, Raposos, Carrancas, Lagoa Dourada, Coronel Xavier Chaves e Resende Costa.
Em 2008, duas cidades foram visitadas: Itabirito e Glaura, distrito de Ouro Preto.
Em 2007, o Coral BDMG realizou concertos em São João del-Rei, Tiradentes, Três Corações, Baependi, Santa Luzia, Ouro Preto, Guanhães, Barbacena, Antônio Carlos, Passa Quatro e Conselheiro Lafaiete em Minas Gerais e Lorena em São Paulo. Também foram realizados concertos especiais em Belo Horizonte-MG e Ouro Fino-MG, municípios que não integram o circuito da Estrada Real, atendendo convite de patrocinadores.
Em 2006, foram realizadas apresentações em Itabira, Caeté, Serra da Piedade, Congonhas, Entre Rios de Minas, Caxambu, Pouso Alto, Conselheiro Lafaiete e Passagem de Mariana em Minas Gerais e Paraty no Rio de Janeiro, destino final do Caminho Velho da Estrada Real.
Em 2005, o Coral realizou concertos em Catas Altas, Seminário do Caraça, Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Juiz de Fora, Matias Barbosa, Nova Lima, Prados, Santa Bárbara, São Brás do Suaçuí, São Lourenço e Serro, além do lançamento oficial na Assembléia Legislativa de Minas Gerais em Belo Horizonte.
Como registro dessa trajetória, o Coral BDMG gravou em 2008 o CD Coral BDMG na Estrada Real - A música colonial mineira em suas origens.
Os concertos são apresentados normalmente em igrejas coloniais e têm acesso gratuito ao público. São precedidos de apresentação explicativa das peças, sua elaboração, o compositor e sua inserção na cultura musical e na história de sua época. O maestro, regente e professor Arnon Sávio Reis de Oliveira tem despertado especial interesse do público ao associar a música com os aspectos históricos, socioeconômicos e culturais do período colonial.
Foram selecionadas peças representativas dos principais compositores e das diversas regiões do circuito da Estrada Real, como: da região de Ouro Preto e Mariana, Pe. João de Deus de Castro Lobo Marcos Coelho Neto e Jerônimo de Souza Lobo; do Serro e Diamantina, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita; de Tiradentes, São João del-Rei e Prados, Manoel Dias de Oliveira e Pe. José Maria Xavier; e, em homenagem às demais cidades e aos demais compositores, muitos anônimos, Antônio Lopes Serino, a quem se atribui a Ladainha, cópia encontrada no Curral del-Rei, hoje, Belo Horizonte, mas de origem desconhecida, como seu autor.

Roteiro 2009

Cachoeira do Campo, Ouro Preto-MG, 30 de maio, sábado, 21h, Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.
Ipoema, Itabira-MG, 21 de junho, domingo, 9h, Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
São Bartolomeu, Ouro Preto-MG, 4 de julho, sábado, 19h, Igreja de São Bartolomeu.
Mariana-MG, 5 de julho - domingo, 12h15, Catedral da Sé, com acompanhamento no órgão Arp Schnitger por Josinéia Godinho.
APOIO CULTURAL: AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo - MG

domingo, 17 de maio de 2009

Jornada Mineira do Patrimônio Cultural - AMIC envia propostas


O presidente da AMIC, Rodrigo Gomes, encaminhou ao IEPHA - Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais o formúlário de ações previstas para serem realizadas na primeira Jornada Mineira do Patrimônio Cultural que deverá ser realizada em setembro em todo o Estado de Minas Gerais.

Essas ações serão selecionadas até dia 05 de junho e as entidades com ações aprovadas receberão apoio operacional às mesmas.

Saiba mais sobre a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural:
O que é a Jornada Mineiro do Patrimônio CulturalUma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura com o apoio dos municípios e de diversas instituições culturais de Minas Gerais, a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural estimula a realização simultânea, em setembro de 2009, de diversos eventos de valorização da memória e do patrimônio cultural mineiro. Inserida na programação do Ano da França no Brasil 2009 e inspirada na experiência francesa das Journées du Patrimoine, realizadas naquele país, desde 1984, busca incentivar e fortalecer a participação coletiva nas ações de preservação.Colocando em prática os princípios da educação patrimonial e acreditando na importância da ampla participação das comunidades nas ações de preservação da memória, a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural tem a proposta de levar as comunidades mineiras a perceberem de modo diferente suas cidades, lugares, manifestações e produções.A ideia é que as instituições participantes desenvolvam atividades relacionadas à preservação e divulgação do patrimônio cultural de sua cidade ou região como: exposições; seminários; cursos e oficinas; edição de livros e outras publicações; festivais de gastronomia e arte; bem como ações educativas destinadas a diferentes públicos e faixas etárias.

Fonte:http://www.cultura.mg.gov.br