domingo, 17 de janeiro de 2010

Mobilização pela Capela da Cruz dos Monges - São Sebastião!


Comunidade: a melhor guardiã do seu patrimônio”

A AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo - agradece aos que contribuíram e se empenharam, através de doações financeiras e de materiais, e aos que dispuseram tempo e mão-de-obra para a realização da primeira etapa da reforma da Capela de São Sebastião da Cruz dos Monges, situada na Vila Alegre, em Cachoeira do Campo. A reforma é uma ação conjunta da AMIC e de moradores da Vila Alegre, com apoio da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.
No ano passado, enquanto programava-se a reforma da capela, que já se encontrava em estado precário, o telhado não agüentou as fortes chuvas, vindo a desabar. Assim, os trabalhos da reforma tiveram que ser adiantados para não prejudicar, ainda mais, o estado do pequeno templo. A primeira etapa configurou-se no reforço da estrutura arquitetônica e na colocação de um novo telhado.
Já na segunda etapa se realizará o reboco e a pintura. Para isto, continuamos a campanha de arrecadação dos recursos para a conclusão da reforma. Aqueles que queiram ajudar podem entrar em contato com a AMIC através do telefone (31) 3553-1631 ou pelo e-mail amic.cachoeira@gmail.com. Esclarecemos que estão sendo registrados os nomes daqueles que contribuíram em dois “Livros de Ouro”, um está com a AMIC e o outro com a comunidade da Vila Alegre.
Prevê-se também, após a intervenção na capela propriamente dita, a remodelação da praça do entorno, com ajardinamento e colocação de bancos. Para isso, sua contribuição é essencial, resguardando para o futuro esse patrimônio cachoeirense.

A CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO DA CRUZ DOS MONGES
Sabe-se que a Capela de São Sebastião serviu, durante o século XIX, ao extinto povoado da Cruz dos Monges. Acredita-se que a ermida tenha sido fundada no final do século XVIII, quando era comum aos Dragões del Rei (sediados no Quartel da Cavalaria, atual Centro Dom Bosco) fazerem exercícios nas redondezas. Nesta mesma época o cerrado mineiro era eventualmente atravessado por “monges” e eremitas. Um destes ascetas provavelmente deu origem à famosa lenda da Capela de São Sebastião, que descreve a história de um velho monge que, prendendo seu pé ao estribo de um cavalo, foi arrastado até uma colina onde faleceu. Ali foi construída uma cruz e um pequeno templo em sua homenagem, recebendo o nome de Cruz dos Monges. A Capela de São Sebastião é a única edificação remanescente do antigo povoado.


Rua João Baptista Costa em homenagem ao grande pesquisador



E por indicação da AMIC – Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo e Projeto de Lei do Vereador Flávio Andrade, também foi sancionada a Lei 528/2009, que dá a denominação a rua que liga a Ponte Cecília Augusta da Costa à Rua Nova e a Rodovia dos Inconfidentes. O Trecho recentemente pavimentado leva o nome do pesquisador João Baptista da Costa (O João Catita). Que deixou como herança uma ampla pesquisa sobre Cachoeira do Campo entre outros assuntos.

Quem foi João Baptista Costa... (Por Nydia Lemos)
Nascido em Cachoeira do Campo, a 24 de junho de 1913, era filho de Florentino Fernandes Costa e Lucília Augusta de Magalhães.
Autodidata, ao longo de sua existência, superando difilculdades financeiras e os obstáculos mercantilistas da época, construiu uma seleta biblioteca, abrangendo todos os ramos da Ciência. E o mais admirável: lia e transcrevia, com exemplar segurança, obras em inglês, francês e alemão. Correspondia com vários diplomatas estrangeiros, abrigava documentos culturais sobre seus países e comparando nossa cultura com a deles, revelava sempre uma grande esperança no futuro do Brasil, através de uma consciência cívica integra.
Casado com Maria Dolores de Lemos, funcionária do antigo Departamento dos Correios e Telégrafos e que também lhe sobrevive, seus conhecimentos lhe eram solicitados, amiúde, por catedráticos, alguns da Escola de Minas de Ouro Preto; por historiadores, como o Dr. Augusto de Lima Júnior e por consulados, à época instalados no Rio de Janeiro, ao buscarem particularidades e documentos raros sobre nossa pátria e sobre o Mundo.
Sempre sonhou com um país soberano e culto. Dizia que sua contribuição se daria através da revelação da importância histórica de Cachoeira na vida nacional. Daí ter pesquisado, incessantemente, sobre sua fundação, sociedade e sentido político. Estendendo os laços históricos, uniu Cachoeira à história de Minas e esta à do Brasil, depositando, nas suas páginas literárias, um grande cabedal de ciência histórica.
Queria muito editar sua obra, mas, quando a oportunidade parecia-lhe despontar, antecedeu-lhe a doença, assim, a 08 de abril de 1982, deixava para sempre, esta terra. (adaptado)








Ponte sobre o Rio Maracujá recebe nome

Por indicação do Clube da Maior Idade Estrela do Oriente e Projeto de Lei do Vereador Flávio Andrade, foi sancionada a Lei 527/2009 que dá denominação à ponte nas proximidades do clube e ao final da Rua Claudionor Pedro da Castro. A Ponte sobre o Rio Maracujá passa a chamar Ponte Cecília Augusta da Costa.

Quem foi Cecília Augusta da Costa...
Cecília Augusta da Costa, nasceu em 25 de Abril de 1933 em Cachoeira do Campo, sendo filha de Nicomedes Fernandes da Costa e Maria Rodrigues da Costa. Era a terceira de oito irmãos, sendo quatro homens e quatro mulheres.
Faleceu em 25 de Agosto de 2006, sendo velada na Capela de São José, vizinha a sua casa, e onde sempre participou ativamente. Foi sepultada no Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.
Em vida, Cecília, foi muito ativa e querida por toda a comunidade. Participou do Coral da Matriz, de pastorais como: o dízimo e a catequese, do Clube da Maior Idade Estrela do Oriente Cachoeirense, da Rádio Sideral Fm como voluntária (sendo homenageada nas comemorações dos 10 anos da emissora com uma comenda especial).
E por fim, integrava o Coral Trovadores de Minas, que reúne os cantores de Cachoeira do Campo e Ouro Preto.
Cecília sempre soube amar e viver bem a vida, sempre na alegria e no serviço a quem dela precisasse.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

BOAS NOVAS (!?)

Igreja terá R$ 1,8 milhão para restauração

DA REDAÇÃO

festadores_2008 246A Prefeitura de Ouro Preto, na região Central do Estado, vai receber R$ 1,8 milhão do Ministério das Cidades para a restauração da igreja matriz de Nossa Senhora de Nazaré, localizada no distrito de Cachoeira do Campo. O recurso é proveniente do PAC das Cidades Históricas.

Construída no início do século XVIII, a matriz de Nossa Senhora de Nazaré possui uma talha dourada considerada uma das mais representativas do estilo nacional português. Foi construída por Antonio Francisco Pombal, tio de Aleijadinho, junto com outros mestres portugueses no começo do ciclo do ouro na região.

A construção substitui uma antiga igreja ali erguida por volta de 1700.

A imagem de Nossa Senhora de Nazaré veio de Braga (Portugal) no começo do século XVIII. O teto da capela-mor, pintado por Antônio Rodrigues, inaugurou em Minas o estilo de pintura em perspectiva, abrindo caminho para a pintura Rococó.

Publicado em: 06/01/2010

Obtido em : http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1532&IdNoticia=130648

Foto: Rodrigo Go mes

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quem ajudará a salvar a Igreja das Dores?


04 de Janeiro de 2010! Completam-se 03 anos que a Igreja das Dores (1761) está fechada, pois o seu forro ameaça ruir, seu telhado apresenta inúmeras goteiras e por todas as paredes do templo, rachaduras e fissuras dão o sinal de alarde.



Símbolo da fé e da arte do povo cachoeirense, a Igreja necessita de recursos que podem chegar à ordem de R$ 500.000 (quinhentos mil reais) para as obras emergenciais que garantirão a salvaguarda do templo.


A comunidade não dispõe desses recursos, e as autoridades e os órgãos de interesse por essas questões não dão nenhuma atenção. Mesmo sabendo, que a igreja tem sua importância histórica e faz parte do patrimônio, embora não tombada oficialmente, da cidade de Ouro Preto.


Salvemos a Igreja das Dores! Salvemos nossa história!


Cachoeira do Campo – MG, 04 de Janeiro de 2010.

Nota:
Igreja de Nossa Senhora das Dores (1761)
Primeira igreja desta invocação no Brasil. Suas pinturas têm atraído a atenção de estudiosos pela curiosidade de seu traçado. Segundo a tradição, foi ainda palco de algumas das reuniões dos Inconfidentes, pois que da sua torre se avistava o Palácio de Campo dos Governadores.
Contatos.:
AMIC – Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo
e-mail.: amic.cachoeira@gmail.com

sábado, 2 de janeiro de 2010

AMIC completa 10 Anos em 2010!

"Cachoeira do Campo, aqui nós temos identidade."
Fundada em 25 de março de 2000, a AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo, sem fins lucrativos, tem por objetivos: divulgar, defender e preservar o Patrimônio Histórico e Cultural de Cachoeira do Campo e incentivar manifestações de cunho artístico e/ou cultural, através de um trabalho social, educativo, cívico e cultural, bem como promover reuniões de caráter comunitário e público, e promover campanhas e eventos culturais ou de qualquer caráter, observando as atribuições da mesma.
Na verdade, o início da história da Associação, data de 1996, quando um grupo de três jovens começou a desvendar o mistério que era estudar a história de Cachoeira do Campo, até então esquecida pelos próprios moradores, pelo poder público e pelos turistas. Criaram assim, um Movimento que se formatou, posteriormente, em um projeto intitulado “Projeto de Pesquisa, Divulgação e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Cachoeira do Campo”, que na própria composição de seu título destaca seu forte interesse cultural e o compromisso com os valores de Minas Gerais. O projeto atuava principalmente nas escolas, trabalhando com os alunos a sua realidade histórica, criando um amplo trabalho de educação patrimonial. O trabalho tornou-se forte e essencial para a comunidade.
Nossa Cachoeira do Campo era amplamente carente de lazer, cultura, emprego, entre outros atributos de ordem social. Encontrava-se embriagada num sono profundo de esquecimento e passividade. E a busca da melhoria dessa situação, de forma consciente e organizada, sem interesses próprios, é que originou uma movimentação social que acabou gerando um Projeto e, deste último, a criação da AMIC - uma ONG, uma Associação Cultural, direcionada aos nossos valores históricos, à preservação da cultura e do meio ambiente, além de atender a outros interesses da comunidade.
Com o Projeto e a Associação, Cachoeira do Campo começou a ter de volta a identidade de uma das mais importantes localidades mineiras, trilha dos antepassados construtores da nossa nação.

Obs:. A AMIC tem os títulos de:
Utilidade Pública Municipal Lei 168/2005
Utilidade Pública Estadual   Lei 18.533/2009
Padre Afonso de Lemos foi declaro seu patrono oficial ATO N° 001/09

2010! Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré 300 Anos


Considerada a jóia do barroco mineiro e sendo um dos principais monumentos artístico-arquitetônicos do Brasil, a Matriz de N. Sra. de Nazaré é sem dúvida o principal orgulho dos cachoeirenses. A atual igreja substituiu uma ermida primitiva construída por volta de 1700. É provável que o altar-mor e os dois do Cruzeiro sejam mais ou menos desta época. Em 1708 foi elevada à paróquia de missão. Em 1710 foi feita a provisão episcopal para a paróquia. Em 1724 foi elevada à paróquia colativa. Em 1725 há a primeira referência direta a obras na Matriz, sendo que nesta data ela já estava praticamente com sua construção concluída. Em 1726 foi encomendado o altar de N. Sra. do Rosário a Manuel de Mattos, tendo por base o altar de São Miguel e Almas que lhe é fronteiro. Todos os outros altares são mais antigos que estes. Alguns anos antes de 1726 já devia estar-se reconstruindo com pedra a estrutura física da igreja, assim como aumentando a nave, podendo-se deduzir isto pelo fato de neste ano constar-se a construção do coro, púlpitos e pintura de forro da nave. A pia batismal foi feita em 1727. Entre 1733 e 1735 foi feito o douramento da maior parte da igreja por Manuel de Souza e Silva de Vasconcelos. Em 1737 há referência às duas torres, não se sabendo se foram construídas ou reconstruídas. Também neste ano houve obras no guarda-pó e conserto no retábulo. Em 1752 foi feito o douramento e parte da talha do arco do Cruzeiro, arcadas do coro e tarja. Em 1755 foi feita a pintura do teto da capela-mor por Antônio Rodrigues Bello. Entre os anos de 1744 e 1760 o artista europeu Rodrigo Brum confeccionou as valiosas pratarias da Matriz, que são consideradas por muitos a sua obra-prima. Em 1792 houve a reconstrução definitiva das torres e em 1860 foi construído o novo frontispício.

Fonte: PROJETO REDESCOBRINDO CACHOEIRA
AMIC – ASSOCIAÇÃO CULTURAL AMIGOS DE CACHOEIRA DO CAMPO
www.cachoeiradocampo.art.br e-mail.: cachoeiradocampo@gmail.com