segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

BLOCO “OS BARBEIROS” 2010

Nesse carnaval de 2010, a concentração do Bloco dos Barbeiros ocorrerá a partir das 21:00 do dia 15/02/10 em frente à sede da Sociedade Musical União Social.

Ao contrário de outros Blocos locais que congregam integrantes das duas centenárias corporações musicais locais, o Bloco dos Barbeiros é organizado e formado exclusivamente por simpatizantes da Sociedade Musical União Social, também conhecida como a “Nossa Banda”, corporação musical com tradição de 146 anos (uma das bandas de música mais antigas do Brasil)  de atividades ininterruptas nesse importante distrito ouropretano.

O bloco dos Barbeiros é, sem dúvida alguma, um dos mais esperados e admirados pelos cachoeirenses que prestigiam seu estilo tradicionalmente animado e voltado ao público familiar.

Maiores informações e aquisição de camisas com Pollyana Senna pelo Tel: 3553-1969.

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BLOCO DA MADRUGADA - 2010

O Desfile do Bloco da Madugada/2010 ocorrerá no domingo de carnaval (14/02) com concentração a partir das 21:00 na praça Bom Despacho.

Maiores informações e encomendas de camisas com Maestro Márcio Bretas e Sr. Nineu Pimenta.

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Segue pequeno histórico do BLOCO DA MADRUGADA:

O Bloco da Madrugada foi fundado a cerca de 13 anos atrás por um pequeno grupo músicos da Sociedade Musical União Social e Euterpe Cachoeirense, entidades que se dedicam à centenária cultura de bandas de música neste município.

A denominação do bloco faz alusão à seu primeiro momento de existência, quando os, após apresentação junto à outros blocos - “já pelas tantas da noite” - o pequeno grupo saiu tocando pelas ruas da localidade as tradicionais MARCHINHAS carnavalescas, chamando a atenção das várias pessoas que já se dirigiam às suas residências devido ao encerramentos das atividades da noite.

Hoje, o BLOCO DA MADRUGADA, conta com a participação de cerca de 70 músicos das duas corporações musicais de Cachoeira do Campo, a Sociedade Musical União Social e a Corporação Musical Euterpe Cachoeirense (não se vinculando politicamente ou juridicamente a nenhuma das duas que, aliás, possuem seus próprios blocos), além, é claro, de centenas de “foliões e foliãs” de toda a região.

O Bloco tem como principal objetivo a manutenção do estilo carnavalesco característico da localidade, marcado pelas tradicionais marchinhas, sambas, rancheiras, frevos, etc; que marcaram época e que ano após ano vem caindo no esquecimento, dada à massificação imposta pela “indústria fonográfica” que possui interesses marcadamente econômicos e políticos.

O Bloco da Madrugada é um dos precursores da nova geração de blocos carnavalescos de Cachoeira do Campo, sendo um dos mais antigos em atividades.

Em resumo, o BLOCO DA MADRUGADA tem como missão o resgate e a manutenção do bom Carnaval Cachoeirense sem violência e com muita alegria.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010 – Programação para Cachoeira do Campo

Cachoeira do Campo
12/02 - Sexta-feira Nova%20imagem_120x0
- 22h – Fundo de Panela
13/02 – Sábado
- 22h – Banda Sereno
14/02 – Domingo
- 22h – Xeque Mate
15/02 – Segunda-feira
- 22h – Banda Abalô
16/02 – Terça-Feira
- 22h – Banda Vira Saia

Carnaval Mirim
15/02 – 14h – Cachoeira do Campo
Fonte: Prefeitura Municipal de Ouro Preto 

Nota: Local do Evento: Praça da Matriz (Praça Felipe dos Santos)

domingo, 31 de janeiro de 2010

NOVA MUDANÇA NO TRÂNSITO EM CACHOEIRA DO CAMPO VISA PRESERVAR A MATRIZ DE NAZARÉ E ENTORNO

A Ourotran, órgão responsável pelo trânsito da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, promoveu novas alterações no tráfego da região central de Cachoeira do Campo.
Após reuniões com entidades do distrito e com o acompanhamento do Ministério Público, foram apontadas sugestões e debatido uma possível nova distribuição do trânsito no chamado Centro Histórico de Cima, que há 60 anos é protegido como entorno do tombamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré.
Os estudos e soluções sobre o impacto, principalmente do trânsito pesado no núcleo histórico, foram acompanhados de perto pelo Ministério Público, que colheu a opinião de entidades e especialmente de moradores das áreas em questão, que apresentaram problemas relacionados à estrutura de seus imóveis. No caso específico da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré foram sondados abalos provenientes do trânsito no entorno do edifício. Desde a mudança do tráfego, partes dos altares se desprenderam de forma mais acelerada.
A Matriz de Cachoeira do Campo é tombada pelo IPHAN desde 1949, o que lhe dá respaldo legal de preservação. O conjunto artístico desta importante igreja está entre os mais representativos do Barroco Português no mundo. Iniciada sua construção por volta de 1710, por ocasião da fundação da paróquia, as obras se estenderam por meio século, participando de sua construção grandes artistas. O belo templo será restaurado brevemente com recursos do PAC das Cidades Históricas, atendendo a antigo anseio da comunidade. A alteração no tráfego já é um primeiro passo para a revitalização da Matriz e da sua praça.
A mudança do trânsito em Cachoeira do Campo é fruto do trabalho da Ourotran, orientada pelo Ministério Público, e da participação de entidades representativas do distrito. Cabe a todos nós o respeito às novas normas e, é claro, a participação, dando sugestões e avaliando as possíveis melhorias que se fizerem necessárias.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sinal da Tv Inconfidentes


A Diretoria da AMIC, através de seu presidente Rodrigo Gomes, está em conversações com a TV Inconfidentes, tratando da questão da volta do funcionamento do sinal em Cachoeira do Campo. Segundo o diretor da emissora, Márcio Miranda, os problemas apresentados são de ordem meramente técnica e que as providências já estariam sendo tomadas dando um breve prazo para a retomada do sinal na região.
A AMIC destaca a importância da TV Inconfidentes em Cachoeira do Campo, pois seria mais um canal direto entre a sede e os distritos, além questão das matérias que aqui são realizadas e não podem ser vistas pelos cachoeirenses.
Segundo informações da emissora, o canal 33 UHF está reservado para o distrito, garantindo uma cobertura em toda a localidade. Ficamos aguardando a volta definitiva do sinal e prontos para colaborar com a expansão da informação em todo o Município de Ouro Preto.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um ano sem Padre Simões

Nesta quarta-feira (20), às 19h, A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar sedia missa em memória pela passagem de um ano de falecimento do Cônego José Feliciano da Costa Simões, o Pe. Simões. A liturgia será proferida pelos Padres Marcelo Moreira Santiago e Danival Milagres Coelho, além de convidados.
Pe. Simões, figura ilustre de Ouro Preto, faleceu na madrugada do dia 20 de janeiro de 2009, aos 78 anos, em Belo Horizonte. O pároco foi responsável pela Igreja do Pilar por mais de 45 anos.
Hoje, dia em que se recorda um ano de falecimento do cônego, o prefeito Angelo Oswaldo homenageia o sacerdote e sua vida dedicada a Ouro Preto. “Nessa data, queremos evocar a presença do Padre Simões, que continua sempre viva na lembrança da comunidade ouro-pretana. Ele nos deixou uma rica herança de ensinamentos, lições de vida e exemplos que não devem ser esquecidos”, recorda Angelo.

Sobre Padre Simões
Natural de Ouro Preto, José Feliciano da Costa Simões teve sua formação sacerdotal iniciada no Seminário Coração Eucarístico de Jesus de Belo Horizonte e concluída no Seminário Maior e Menor de Mariana (MG).
Graduado em geografia, história e ciências naturais pela Faculdade D. Bosco de Filosofia, Ciências e Letras da São João Del Rey (MG), especializou-se em história da arte sacra, barroca e filosofia da arte pela Universidade de Sorbone, Paris, França. Foi assistente em congressos de arte e museologia na Itália, Espanha, França, Alemanha e Egito; do congresso de cultura e arte em Santiago do Chile e do congresso da Cultura Asteca, Incas, Maias e Pré-Colombianas em Buenos Aires, Argentina.
Foi professor de história da arte sacra no Seminário Maior Santo Antônio de Juiz de Fora, de humanidades no Seminário N.S. da Assunção de Mariana, de história da arte e teologia patrística no Seminário São José, Mariana (MG) e diretor do Colégio Arquidiocesano de Ouro Preto. Foi outorgado Cônego Catedrático da Arquidiocese de Mariana (MG), pelo Arcebispo D. Luciano Pedro Mendes de Almeida.
Foi nomeado pelo Papa João XXIII, em 1963, por meio de Bula Papal, Vigário Colado da Paróquia de N. S. do Pilar de Ouro Preto. Foi pioneiro na luta contra poluição da Alcan em Ouro Preto, que degradava os monumentos de arte e prejudicava o meio-ambiente.
É conhecido pela luta corajosa contra o saque do patrimônio histórico e cultural. Em 1962, recuperou 18 obras de arte sacra que haviam sido roubadas de várias igrejas em Ouro Preto nas décadas de 1950 e de 1960. Em fevereiro de 1996, depois de um processo de 8 meses, recebeu, em Ouro Preto, a imagem de N. S. das Mercês, de autoria do Aleijadinho, desaparecida desde 1962. Recuperou para a Arquidiocese de Mariana inúmeras obras ao longo de 30 anos.
Implantou em Minas Gerais a criação dos pequenos museus em igrejas, sendo pioneiro na criação do Museu da Prata e Ouro, na Igreja Matriz de N. S. do Pilar em 1965. Coordenou com o Padre Francisco Barroso Filho, a implantação do Museu Aleijadinho na Paróquia de N. S. da Conceição e em 1987 inaugurou o Museu de Arte Sacra do Carmo em Ouro Preto. Reorganizou as ações e objetivos do Museu de Arte Sacra em 1989, transformando-o em uma fundação que além de guardião do patrimônio de arte da Paróquia do Pilar, passou a gerir o universo museológico, promovendo a preservação de seu patrimônio cultural.
Realizou entre os anos de 1984 e 1986, o inventário dos bens móveis e integrados, da Paróquia do Pilar, em parceria com a FIAT Automóveis e Fundação Roberto Marinho. Reorganizou o sistema de visita na Matriz de N.S. do Pilar, aumentando em menos de uma década a visitação de 13 para 120 mil pessoas por ano.
Vinha apoiando, com a presença de sua equipe, a Arquidiocese de Mariana e outras Dioceses, na preservação de monumentos religiosos e até de capelas particulares, ermidas e oratórios. Em Salvador, Bahia, com Cardeal Brandão Villela, promoveu ações na defesa de bens móveis religiosos. Foi membro conselheiro do IEPHA, na gestão do governador Tancredo Neves. Foi consultor para Ouro Preto, como Patrimônio da Humanidade. Com o prefeito Angelo Oswaldo de Araújo Santos, representando Ouro Preto na homenagem histórica, em Lisboa, foi testemunha no reconhecimento de Tiradentes, Herói da Liberdade, Brasil-Portugal.
Por este valioso trabalho em defesa do patrimônio cultural brasileiro o Padre Simões foi condecorado com uma série de medalhas e prêmios: Medalha Aleijadinho, Medalha Santos Dumont, Medalha Bernardo Pereira de Vasconcellos, Medalha João Veloso, Grande Medalha da Inconfidência e Prêmio Nacional de Cultura e o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade de Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro em 1994.
Foi homenageado por diversas entidades tais como Batalhão da Polícia Militar, Jornal Opção Regional, Câmara Municipal de Belo Horizonte, Grêmio Literário Tristão de Atayde, Escola de Minas, Fundação Gorceix. Em 1988 recebeu, em audiência particular com o Papa João Paulo II, a Cruz Pontifícia de Prata, pela defesa da arte cristã em Minas Gerais e no Brasil.

Nota do Blog: Pe. Simões foi também, na década de 1980, pároco interino da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré em Cachoeira do Campo.
Dos amigos da AMIC fica a terna saudade e os grandes ensinamentos e incentivos recebidos por parte do amigo Cônego Simões.
Foto: Rodrigo Gomes, 2008.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Mobilização pela Capela da Cruz dos Monges - São Sebastião!


Comunidade: a melhor guardiã do seu patrimônio”

A AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo - agradece aos que contribuíram e se empenharam, através de doações financeiras e de materiais, e aos que dispuseram tempo e mão-de-obra para a realização da primeira etapa da reforma da Capela de São Sebastião da Cruz dos Monges, situada na Vila Alegre, em Cachoeira do Campo. A reforma é uma ação conjunta da AMIC e de moradores da Vila Alegre, com apoio da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.
No ano passado, enquanto programava-se a reforma da capela, que já se encontrava em estado precário, o telhado não agüentou as fortes chuvas, vindo a desabar. Assim, os trabalhos da reforma tiveram que ser adiantados para não prejudicar, ainda mais, o estado do pequeno templo. A primeira etapa configurou-se no reforço da estrutura arquitetônica e na colocação de um novo telhado.
Já na segunda etapa se realizará o reboco e a pintura. Para isto, continuamos a campanha de arrecadação dos recursos para a conclusão da reforma. Aqueles que queiram ajudar podem entrar em contato com a AMIC através do telefone (31) 3553-1631 ou pelo e-mail amic.cachoeira@gmail.com. Esclarecemos que estão sendo registrados os nomes daqueles que contribuíram em dois “Livros de Ouro”, um está com a AMIC e o outro com a comunidade da Vila Alegre.
Prevê-se também, após a intervenção na capela propriamente dita, a remodelação da praça do entorno, com ajardinamento e colocação de bancos. Para isso, sua contribuição é essencial, resguardando para o futuro esse patrimônio cachoeirense.

A CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO DA CRUZ DOS MONGES
Sabe-se que a Capela de São Sebastião serviu, durante o século XIX, ao extinto povoado da Cruz dos Monges. Acredita-se que a ermida tenha sido fundada no final do século XVIII, quando era comum aos Dragões del Rei (sediados no Quartel da Cavalaria, atual Centro Dom Bosco) fazerem exercícios nas redondezas. Nesta mesma época o cerrado mineiro era eventualmente atravessado por “monges” e eremitas. Um destes ascetas provavelmente deu origem à famosa lenda da Capela de São Sebastião, que descreve a história de um velho monge que, prendendo seu pé ao estribo de um cavalo, foi arrastado até uma colina onde faleceu. Ali foi construída uma cruz e um pequeno templo em sua homenagem, recebendo o nome de Cruz dos Monges. A Capela de São Sebastião é a única edificação remanescente do antigo povoado.