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sábado, 11 de outubro de 2008

BREVE HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO:


Fundada em 25 de março de 2000, a AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo, sem fins lucrativos, tem por objetivos: divulgar, defender e preservar o Patrimônio Histórico e Cultural de Cachoeira do Campo e incentivar manifestações de cunho artístico e/ou cultural, através de um trabalho social, educativo, cívico e cultural, bem como promover reuniões de caráter comunitário e público, e promover campanhas e eventos culturais ou de qualquer caráter, observando as atribuições da mesma.
Na verdade, o início da história da Associação, data de 1996, quando um grupo de três jovens começou a desvendar o mistério que era estudar a história de Cachoeira do Campo, até então esquecida pelos próprios moradores, pelo poder público e pelos turistas. Criaram assim, um Movimento que se formatou, posteriormente, em um projeto intitulado“Projeto de Pesquisa, Divulgação e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Cachoeira do Campo”, que na própria composição de seu título destaca seu forte interesse cultural e o compromisso com os valores de Minas Gerais. O projeto atuava principalmente nas escolas, trabalhando com os alunos a sua realidade histórica, criando um amplo trabalho de educação patrimonial. O trabalho tornou-se forte e essencial para a comunidade.
Nossa Cachoeira do Campo era amplamente carente de lazer, cultura, emprego, entre outros atributos de ordem social. Encontrava-se embriagada num sono profundo de esquecimento e passividade. E a busca da melhoria dessa situação, de forma consciente e organizada, sem interesses próprios, é que originou uma movimentação social que acabou gerando um Projeto e, deste último, a criação da AMIC - uma ONG, uma Associação Cultural, direcionada aos nossos valores históricos, à preservação da cultura e do meio ambiente, além de atender a outros interesses da comunidade.
Com o Projeto e a Associação, Cachoeira do Campo começou a ter de volta a identidade de uma das mais importantes localidades mineiras, trilha dos antepassados construtores da nossa nação.

MATRIZ, SEGUNDO BRACHER



Muita gente pergunta se o desenho da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, que se apresenta em muitos de nossos projetos e é logomarca da AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo - é realmente do famoso artista plástico mineiro, Carlos Bracher. Sim, é mesmo uma obra de Carlos Bracher. Quando fomos apresentar ao artista o projeto de resgate da história e da cultura de Cachoeira do Campo, salientamos a importância de vincularmos a sua arte também à história de Cachoeira (principalmente por ser ele um pouco cachoeirense, possuindo uma casa na Rua Nossa Senhora das Dores).
Bracher, com talento e brilhantismo, pensou em algo simples, mas que simbolizasse Cachoeira do Campo. Daí o retrato estilizado de nosso maior símbolo, a Matriz de Nazaré, um trabalho em serigrafia com traços e cores que se assemelham com o monumento original e que se completa com a sensibilidade do artista e se consagra com sua assinatura.
É também mérito do artista o apoio para importantes contatos, como com a direção da Rede Globo Minas, que tem rendido importantes matérias jornalísticas e turísticas. Um certo dia, sob as belas pinturas do teto da Igreja de Nossa Senhora das Dores, Carlos Bracher nos disse: “Vocês são salvaguardadores de toda esta cultura e arte cachoeirense, lutem sempre, coloquem-as aos olhos de Minas e do Brasil e sempre façam tudo para preservá-la”.
Mais que um grande artista, Bracher é um homem com sensibilidade para as causas comuns de Ouro Preto, de uma forma ampla, que ultrapassa os limites da sede do município. A logomarca que criou para a AMIC revela os traços deste grande artista contemporâneo. Por Rodrigo Gomes